Morre Jane Cigana, símbolo da luta contra a intolerância religiosa em Alagoas
Seu corpo foi sepultado e levado para o crematório neste domindo dia 29 de setembro de 2024
Assessoria
Reconhecida por sua força e determinação, Jane Cigana era uma das principais vozes na defesa das religiões de matriz africana, como o candomblé, e das tradições ciganas. Ao longo de sua trajetória, ela enfrentou desafios imensos, desde a discriminação religiosa até o racismo, sempre se posicionando de forma corajosa em prol da liberdade religiosa e do respeito à diversidade cultural. Além de ser um ícone na luta contra a intolerância religiosa, Jane também promoveu o reconhecimento e a valorização da cultura cigana, destacando suas contribuições para a riqueza cultural de Alagoas participando de vários encontros nacionais em defesa da liberdade religiosa.Sua morte, após lutar contra o câncer, é uma grande perda para os movimentos de direitos humanos, liberdade religiosa e defesa das minorias culturais no estado e no Brasil. O legado de Jane Cigana, contudo, permanece vivo e continuará inspirando aqueles que combatem o preconceito e lutam por uma sociedade mais inclusiva e respeitosa com todas as expressões religiosas e culturais.
Nos últimos tempos de sua vida, Jane Cigana contou com o apoio inabalável do jornalista Raudrin de Lima, que se tornou seu fiel escudeiro na luta pela garantia de seus direitos e liberdade de ir e vir. Raudrin foi peça fundamental na mobilização de movimentos sociais de Alagoas e de todo o Brasil em prol da liberdade de Jane, que enfrentava desafios impostos por preconceitos e discriminações devido à sua religiosidade e cultura cigana.
Jane Cigana, com a ajuda de Raudrin, manteve sua luta viva até o final, deixando um legado que vai além de sua própria história pessoal: ela se tornou um exemplo de força e resiliência, inspirando todos aqueles que defendem a liberdade de crença e a valorização das culturas tradicionais no Brasil.
FONTE: Assessoria