Mesmo afastada por disparar contra uma mulher desarmada, militar ganha reajuste no pagamento. Você concorda com esse benefício em meio à tragédia?
Uma notícia revoltante abala a capital paulista e gera indignação na sociedade. A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, investigada pela morte de uma mulher desarmada, acaba de receber um reajuste salarial oficial.
O aumento de R$ 480 no contracheque veio logo após o episódio sangrento que tirou a vida de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, na Zona Leste de São Paulo.
O crime ocorreu no dia 3 de abril, após uma confusão banal no trânsito da Cidade Tiradentes. A viatura policial teria atingido o braço do marido da vítima antes da tragédia começar.
Yasmin desceu do veículo e, após uma discussão acalorada, efetuou um disparo certeiro contra o peito de Thawanna. A vítima era mãe de cinco crianças e completaria 32 anos em poucos dias.
Apesar do afastamento imediato da policial, uma nova lei estadual garantiu a ela a equiparação salarial automática. A mudança na legislação unificou as graduações de soldados na corporação.
O governo de São Paulo afirma que não se trata de uma promoção por mérito, mas de uma adequação legal obrigatória. No entanto, a publicação no Diário Oficial revoltou a família da vítima.
Um detalhe chocante do caso é que a policial Yasmin não utilizava câmera corporal no momento do disparo. O parceiro dela gravou apenas os gritos e o desespero logo após o tiro fatal.
Thawanna morreu por hemorragia interna aguda, deixando cinco filhos órfãos. Agora, a família clama por justiça enquanto a Corregedoria e a Polícia Civil investigam a conduta da militar.